domingo, 14 de março de 2010

Espera
Esperar não é nosso forte, vai me dizer que gosta de ficar horas e horas em uma fila? Pior é quando a fila anda e você se vê cada vez mais longe. Angústia na certa!
E quando a espera pela pessoa certa, que seria apenas um tempo, se torna uma eternidade?
Encontrar a pessoa certa depende de como você tem vivido este tempo de espera.
Somos muito imediatistas e não gostamos de esperar. Deixamos muitas vezes o medo e a ansiedade tornarem-se empecilhos à concretização das promessas de Deus em nossa vida. Mas se soubermos lidar com estes sentimentos, conquistaremos as promessas do Senhor no tempo certo!
Tem gente que espera de braços cruzados, reza todos os dias e pede a Deus a pessoa certa. Mas uma espera, sem esperança, sem atenção. Às vezes Deus já mandou e você por estar de braços cruzados, deixou a pessoa passar e não correu para o abraço.
É necessário estar atento as pessoas que estão ao seu redor, no seu grupo, na faculdade.
Gosto do salmo que diz “Esperando eu esperei”, saber viver esta espera com esperança, com ação. Se cuidar, se arrumar. Lógico não em vista de outro, mas para se sentir bem consigo mesmo! Só quando nos amamos poderemos amar o outro. Pois só damos o que temos!
E se você está sozinho te pergunto: será que não é preciso estar assim?
Embora não gostando da idéia de ficarmos sozinhos, às vezes a coisa que mais tememos é a coisa que mais precisamos. Não apenas podemos ficar solteiros um tempo, mas às vezes devemos ficar sozinhos um tempo. Se queremos encontrar o amor, precisamos nos conhecer antes de conhecer quem quer que seja. De outro modo podemos ficar tentando achar nossa própria identidade nos outros.
Ficar solteiro um tempo tem um propósito. Isso nos liberta para que possamos firmar nossos objetivos e sonhos na vida, para que possamos conhecer nossas paixões e como queremos melhorar o mundo. Isso abre nossos olhos. Ficar solteiro um tempo não significa ser solitário; ficar solteiro um tempo significa ter uma oportunidade de aprender a viver para os outros. Vivendo com propósitos estará fazendo crescer a pessoa certa que é você!
Às vezes no tempo a “sós” descobrirá que na verdade é chamado(a) a outra vocação. Como dizia PE. Leo: “Quando não achamos a tampa de nossa panela, podemos ser uma frigideira!”
Não importa a quantidade do tempo, mas a qualidade do tempo que você tem vivido.
Que sua oração, se torne também, a ação deste tempo!


Adriano Gonçalves

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

40 dias de reflexão


Com a celebração das cinzas damos início ao grande e forte tempo de oração, penitência e Jejum, que se pode também traduzir por tempo de partilha. É o tempo de conversão do coração humano ante as necessidades dos outros.
Como o próprio nome no-lo diz, são quarenta dias de penitência que nos preparam para a celebração da vitória final da graça sobre o pecado e da vida sobre a morte. Durante estes dias, a nossa oração se torna mais intensa e a penitência mais acentuada. É um tempo de retorno a Deus, de conversão e de abertura aos outros.
A imposição das cinzas nos recorda que nossa vida na terra é passageira, que algum dia vamos morrer e que o nosso corpo vai se converter em pó e que a vida definitiva se encontra no céu. Ensina-nos ainda , que os céus e a terra hão de passar um dia. Em troca, todo o bem que tenhamos em nossa vida nós o vamos levar à eternidade. Ao final da nossa vida, só levaremos aquilo que tenhamos feito por Deus e por nossos irmãos.
As cinzas são um sacramental, que não nos tira os pecados, mas nos relembra a nossa condição de miseráveis, de frágeis e pecadores. E assim, reconhecendo a nossa situação, recorremos ao Sacramento da Reconciliação. É um sinal de arrependimento, de penitência, mas, sobretudo de conversão. Com esta celebração damos início a nossa caminhada com Cristo do Jardim das Oliveiras, até ao triunfo na manhã do primeiro dia da semana que é o Domingo da Ressurreição.
Quaresma é realmente o tempo de reflexão em nossa vida, de entender aonde vamos, de analisar como está nosso comportamento com nossa família, o marido, a esposa, os filhos, os pais e todos os que nos rodeiam.
O Evangelho de hoje nos oferece uma ajuda, e nos faz entender como praticar as três obras de penitência - oração, esmola e jejum - e como utilizar bem o tempo da Quaresma. Jesus fala das três obras de piedade dos judeus: a esmola, o jejum e a oração; e faz uma crítica pelo fato de que eles as praticam para serem vistos pelos outros.
O segredo para o efeito é a atenção para que não sejamos como os fariseus hipócritas: «Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes vistos por eles. Caso contrário, não recebereis a recompensa do vosso Pai que está nos céus» (Mt 6, 1).
Para Jesus é preciso criar uma nova relação com Deus, e ao mesmo tempo Ele nos oferece um caminho de acesso ao coração de Deus. Para Ele, a justiça consiste em conseguir o lugar onde Deus nos quer. O caminho para chegar ali está expresso na Lei de Deus. «Se a vossa justiça não superar a justiça dos doutores da Lei e dos fariseus, não entrareis no Reino dos Céus».
Dizia anteriormente que este é o tempo de oração, que se caracteriza por uma relação de aliança entre Deus e o homem em Cristo. Este encontro com Cristo não se exprime apenas em pedidos de ajuda, mas também em louvor, ação de graças, escuta e contemplação. Rezar é confiar no Senhor que nos ama e corresponder ao Seu amor incondicional. Por sua vez, a oração penitencial privilegia o agradecimento da misericórdia de Deus e prepara o coração para o perdão e para a reconciliação.
É tempo da prática do jejum. O jejum tem certamente uma dimensão física, como a privação voluntária de alimentos. O que jejuamos deve ser partilhado, ou seja, entregue aos nossos irmãos que passam fome. É e sobretudo a privação do pecado. O jejum é sinal do combate contra o espírito do mal. O modelo deste combate é Cristo, que foi tentado muitas vezes ao sucesso, ao domínio e à riqueza. No entanto, a sua vitória sobre todo o mal que oprime o homem inaugurou um tempo novo, um reino de justiça, de verdade, de paz, de amor e de partilha.
A experiência do jejum exterior e interior favorece a opção pelo essencial. No nosso tempo, o jejum tornou-se uma prática habitual. Alguns jejuam por razões dietéticas e estéticas. O jejum cristão não tem uma dimensão dietética ou estética como é prática nos nossos dias, mas sim uma referência Cristológica e solidária com os nossos irmãos e irmãos excluídos da sociedade por causa de diversas condições: raciais, religião, cor, tribo, língua etc. Como Cristo e com Cristo jejuamos para sermos mais solidários e abertos ao outro. Sob várias formas podemos jejuar, como por exemplo, o jejum midiático da televisão, da internet, do celular, da língua e etc; para redescobrirmos a beleza do diálogo em família, da partilha de interesses, do encontro e da comunhão com os irmãos.
Quando como cristãos vivemos bem o jejum, nos convertemos em seres solidários, seres que partilham tudo entre todos. Ninguém chamará de ’seu’ o que possui. Por outras palavras, atualizaremos o Atos dos Apóstolos 2,42 que é a essência do cristianismo. A relação dinâmica entre o amor e a adesão a Cristo, fazem do gesto de ajuda, expresso na esmola, uma partilha fraterna e não uma esmola humilhante.
Quaresma é tempo de dar esmola, e esta nos ajuda a vencer a incessante tentação, educando-nos para ir ao encontro das necessidades do próximo e partilhar com os outros aquilo que, por bondade divina, possuímos. Tal é a finalidade das coletas especiais para os pobres, que são promovidas em muitas partes do mundo durante a Quaresma. Desta forma, a purificação interior é confirmada por um gesto de comunhão eclesial, como acontecia já na Igreja primitiva.
Hoje, a oração, o jejum e a esmola não perderam a atualidade, e continuam a ser propostos como instrumentos de conversão. A estes meios clássicos podemos acrescentar outros, em ordem a melhorar a relação com Deus, conosco próprios e com os outros.
E o maior dentre eles é o amor. O amor é criativo e encontra formas sempre novas de viver a fraternidade. Permite-nos que contribuamos para a sinceridade do coração e a coerência das atitudes no caminho da paz. Faz-nos evitar a crítica maldizente, os preconceitos e os juízos acerca dos outros, favorece a autenticidade da vida cristã. E tem como obstáculos a vencer o egoísmo e orgulho, que impedem a generosidade do coração.
Estamos hoje diante de um convite veemente: CONVERTEI-VOS E ACREDITAI NO EVANGELHO. O Evangelho é o próprio Cristo, que nos convida à conversão interior, à mudança de mentalidade para acolher o Reino de Deus e para anunciar a Boa notícia.

Padre Bantu

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Como saber quem é a pessoa certa?



“É o coração que aproxima as pessoas, mas é a razão que deve decidir com quem se casar.
Deus é o maior interessado que o casamento seja harmonioso; logo, a fé nos diz que Ele nos coloca no caminho da pessoa certa. Por isso, ore para encontrar a pessoa adequada para se casar com você, se é isso que você quer. Mais do que nós, Deus está interessado nisto; peça-Lhe com fé. Tenho visto muitos jovens de fé encontrarem a pessoa adequada para o casamento, porque pediram isso a Deus.
“Vou dar-lhe uma ajuda que lhe seja adequada” (Gn 2,18)
Da mesma forma, a cada um que deseja casar-se, “no Senhor” (1Cor 7,39), Ele lhe dá uma pessoa adequada. Isso não quer dizer que Ele lhe dará uma pessoa perfeita, pronta. Mas lhe dará uma pessoa com quem você poderá construir a vida a dois e formar uma família. O discernimento não será dispensado para se saber quem é esta pessoa, e o namoro é exatamente para isso.”
Felipe Aquino

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Hei!!! Não espere


Não espere um sorriso para ser gentil...
Não espere ser amado para amar...
Não espere ficar sozinho para reconhecer o valor de um amigo...
Não espere ficar de luto para reconhecer a amizade sincera que perdeu...
Não espere o melhor emprego para começar a trabalhar...
Não espere a queda para se levantar...
Não espere a enfermidade para reconhecer que a vida é frágil...
Não espere a pessoa perfeita para então se apaixonar...
Não espere a mágoa para pedir perdão...
Não espere a separação para sentir saudades...
Não espere a dor para acreditar na oração...
Não espere elogios para acreditar em si mesmo...
Não espere ter tempo para servir...
Não espere que o outro tome a iniciativa se você foi o culpado...
Não espere o "eu te amo" para dizer o "eu também"...
Não espere ter dinheiro para contribuir...
Não espere o dia de sua morte para querer viver!!!
Eiii o que você ta esperando?? Hoje é o dia!!!!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Elementos para ser feliz
"Tenho tentado oferecer três elementos fundamentais para ser feliz: sabe qual é o primeiro elemento indispensável para ser feliz, para saborear a felicidade, é cuidar bem da vida: Eu vim para que todos tenham vida, e vida plena”. E como podemos cuidar bem da vida? Combatendo aquilo que combate a vida que são os nossos defeitos e isso chama-se conversão, não podemos colocar remendo. Não nascer da carne e do sangue, mas nascer do amor de Deus.
Os nosso defeitos é que nos impedem de ser aquilo para o qual viemos ao mundo, ser portadores do amor de Deus.
E a festa de todos os santos, nos lembram as pessoas que levaram a sério o seu processo de conversão, e que foram melhorando através da ascese, da mística, da oração, meditação da palavra de Deus, vivenciando os sacramentos, abrindo-se a misericórdia e permitindo que Deus o amasse.
O segundo elementos indispensável para ser feliz é ter amigos, por melhor que seja alguém, jamais consegue ser tão feliz quanto todos nós unidos. Então Jesus que é o caminho veio nos indicar o caminho para ser feliz vivendo em comunidade, a Igreja é a comunidade que cresce por atração do amor, e é impossível não ser feliz quando vivemos em família.
Terceiro elemento, para ser feliz além de cultivar a sua perfeição, guiado pela inteligência e iluminado pela Palavra, além de viver em comunhão, a alegria, a felicidade está em servir, porque a maior alegria está em dar do que em receber."
(Dom Irineu Danelon - Bispo da Diocese de Lins/SP)
"Só tem saudade quem ama, só deixa saudade quem foi amor."
(Pe. Marcelo Rossi)




"Só se tem saudade do que é bom
Se chorei de saudade não foi por fraqueza, foi porque amei.
E se eu amei, quem vai me condenar?
Se eu chorei, quem vai me criticar?
Só quem não amou, quem não chorou,
Quem se esqueceu que é um ser humano,
Quem não viveu, quem não sofreu,
Só quem já morreu... e se esqueceu de deitar."

(Diácono Nelsinho Corrêa)

domingo, 1 de novembro de 2009

Saudade
Saudade que dói, que aperta o coração, que se traduz em lágrimas
Saudade de quem soube realmente ser amigo na vida de alguém
Saudade daquelas longas conversas que me faziam tão bem
Saudade das brincadeiras que alegravam o meu dia
Saudade de ouvi-lo tocar um belo som que transmitia unção
Saudade das sábias palavras que me ajudavam a crescer
Saudade das orações que tanto enriqueciam minha vida
Saudade das pregações que tocavam meu coração
Saudade de alguém que me mostrou o Amor de Deus
Saudade de um anjo amigo que voltou para os braços do Pai
A saudade fica, seus ensinamentos permanecerão e ficarão gravados em minha memória, para que eu siga o caminho da santidade, como você nos ensinou e seguiu.
Não sei se é ousadia da minha parte, mas para mim, você já é um santo, que do céu, intercede por nós. Todo o seu exemplo de vida, me faz crer nisso dia após dia.
Deus quer nos ver todos santos.
Como um Pe. disse hoje na missa, “o caminho para a santidade não tem nada de extraordinário.”
Não é um caminho fácil, pois erramos muito vezes, porém se temos o ideal de santidade na nossa vida, Deus nos dará a força e a coragem necessária para alcançarmos nossa meta.
Como disse nosso Papa João Paulo II
“Precisamos de Santos sem véu ou batina.
Precisamos de Santos de calças jeans e tênis.
Precisamos de Santos que vão ao cinema, ouvem música e passeiam com os amigos. Precisamos de Santos que coloquem Deus em primeiro lugar, mas que se "lascam" na faculdade.
Precisamos de Santos que tenham tempo todo dia para rezar e que saibam namorar na pureza e castidade, ou que consagrem sua castidade.
Precisamos de Santos modernos, santos do século XXI, com uma espiritualidade inserida em nosso tempo.
Precisamos de Santos comprometidos com os pobres e as necessárias mudanças sociais.
Precisamos de Santos que vivam no mundo, se santifiquem no mundo, que não tenham medo de viver no mundo.
Precisamos de Santos que bebam coca-cola e comam hot dog, que usem jeans, que sejam internautas, que escutem disc man.
Precisamos de Santos que amem apaixonadamente a Eucaristia e que não tenham vergonha de tomar um refri ou comer uma pizza no fim-de-semana com os amigos. Precisamos de Santos que gostem de cinema, de teatro, de música, de dança, de esporte.
Precisamos de Santos sociáveis, abertos, normais, amigos, alegres, companheiros. Precisamos de Santos que estejam no mundo; e saibam saborear as coisas puras e boas do mundo, mas que não sejam mundanos."

By Katiane Lima