sexta-feira, 11 de junho de 2010

Namorar é muito bom
Penso que toda pessoa deva ter alguém na vida para partilhar as suas alegrias e tristezas, conversar, brincar, descontrair-se. Algumas escolhem ter muitos amigos e por isso colocam nestas relacões de amizade estas possibilidades de partilha. Mas além dos amigos, outras se sentem atraídas por alguém em especial, que lhes causa certo desejo de estarem juntos, brotando sentimentos e emoções imotivadas quando se encontram, os olhos brilham, o coração bate mais forte: acontece o enamoramento, primeiro sintoma de um amor que pode amadurecer até um casamento feliz. Isso leva tempo e é preciso explorar bem todas essas emoções, cruzar isso com a razão, polvilhar com muito diálogo e uma partilha aberta e irrestrita de vida. A isso tudo podemos chamar de namoro, uma fase a vida de quem é chamado a viver com alguém, que começa e nunca termina, pois ao terminar o namoro, acabou o amor.
Muitos casamentos entram em crises profundas pela falta de namoro. Pensam que depois que estão casados, portanto, morando juntos, isso ficou para trás. Mas é exatamente o contrário, a fase mais extraordinária do namoro é o casamento. O matrimônio proporciona a melhor hora de namorar e namorar muito se os cônjuges buscam ocasiões para estarem juntos e apreciarem a presença um do outro, passear e conversar muito, fazer planos para o futuro e para os filhos, descontrair, beijar e amar-se profundamente.
Essa é uma leitura amadurecida de um relacionamento que não deixou as dificuldades próprias da vida colocarem sombras sobre toda luz que emana de duas pessoas que se amam, que cultivaram este amor e que querem crescer juntas e terem uma vida cheia de sentido e prazer. O prazer, sobretudo o sexual, é uma graça própria do sacramento do matrimônio, fonte de alegria, como diz a Encíclica Casti Connubbi, do Papa Pio XI.
O namoro é uma grande conquista antes do casamento e depois do casamento. Podemos até fazer comparação com o amor de Deus, que é um amor apaixonado. Namorar é tão bom que eleva a alma a Deus, produz efeitos positivos na saúde física e psíquica da pessoa. O amor começa no namoro e tende a acabar quando o namoro para. É tempo de retomada, caprichem!
Se você não é casado ainda, e não tem namorado(a), busque a pessoa certa, o que não quer dizer perfeita, e não tenha medo de namorar, deixando o sexo para depois do casamento. A pessoa é construída pelo amor que lhe damos, se ela for receptiva. O amor nasce de encontros, de olhares, perca o medo e deixe-se levar pelas emoções, invista e insista nos sentimentos.
Diácono Paulo Lourenço
Por que não consigo namorar?
Por que eu não consigo namorar? Acho que para responder a esta pergunta primeiro é preciso saber o que é namorar?
Segundo nosso amigo Aurélio namorar é: .“procurar inspirar amor” Aqui entramos em outro ponto delicado, tem muita gente que não sabe o que é amor.
Acredito que duas coisas gritam mais forte nesta questão do não namorar:
> O Boicote
Muitas atitudes podem afastar um possível amor. Mas, de acordo com especialistas, todas possuem algo em comum: o auto boicote. Na maioria das vezes inconscientemente, as pessoas têm medo de sofrer, do rompimento ou até mesmo de experimentar o afeto. Namoro é tempo de conhecimento, é preciso tentar. Estar disposto a se arriscar! Mas calma vai devagar. Conheça bem a pessoa e lógico busque escutar Deus que fala nos fatos. Nada de relacionamento a dois, e sim a 3. Você sua namorado (a) e Deus.
Outro ponto que acontece demais são Experiências desastrosas. Muitas pessoas tentam entrar em relacionamentos sem perceber que estão traumatizadas. Elas têm receio de envolvimento emocional porque já sofreram no passado, mas nem se dão conta.
Se você se enquadrou em algum dos dois casos é hora de ver a vida com outros olhos.Se a pessoa reza, reza se coloca diante de Deus e ainda está sozinha com o título de encalhada é por que ainda não tomou consciência de que tem um valor tão grande. E por valer tanto não ficou com qualquer um ou qualquer uma. Acreditar mais em você. Acreditar que os planos de Deus se cumprem no tempo certo. Tenho uma frase comigo. Garanto que já deve ter passado muita gente, mas como você sabe o que quer, não ficou pelo caminho.
Adriano Goncalves

terça-feira, 8 de junho de 2010

Amanhã pode ser tarde
Amanhã pode ser muito tarde
Para você dizer que ama,
Para você dizer que perdoa,
Para você dizer que desculpa,
Para você pedir perdão,
Para você dizer:Desculpe-me, o erro foi meu!…
Para você dizer que quer tentar de novo…
O seu amor, amanhã, pode já ser inútil;
O seu perdão, amanhã, pode já não ser preciso;
A sua volta, amanhã, pode já não ser esperada;
A sua carta, amanhã, pode já não ser lida;
O seu carinho, amanhã, pode já não ser mais necessário;
O seu abraço, amanhã, pode já não encontrar outros braços…
Porque amanhã pode ser muito…muito tarde!
Não deixe para amanhã para dizer:
Eu amo você!
Estou com saudades de você!
Perdoe-me!
Desculpe-me!
Esta flor é para você!
Você está tão bem!…
Não deixe para amanhã
O seu sorriso,
O seu abraço,
O seu carinho,
O seu trabalho,
O seu sonho,
A sua ajuda…
Não deixe para amanhã para perguntar:
Por que você está triste?
O que há com você?
Ei!…Venha cá, vamos conversar…
Cadê o seu sorriso?
Ainda tenho chance?…
Já percebeu que eu existo?
Por que não começamos de novo?
Estou com você.
Sabe que pode contar comigo?
Cadê os seus sonhos? Onde está a sua garra?…
Lembre-se:
Amanhã pode ser tarde…muito tarde!
Procure. Vá atrás!
Insista! Tente mais uma vez!
Só hoje é definitivo!
Amanhã pode ser tarde…muito tarde!..
Autor desconhecido

sábado, 8 de maio de 2010

A solidão necessária

Por muito tempo a solidão foi tratada como algo ruim ao ser humano, definida como “vazio interior”, associada ao isolamento de pessoas e até diagnosticada como doença. Toda definição de solidão como algo plenamente negativo está equivocada. O ser humano, por natureza, tende a ser para os outros, a se relacionar e a viver em sociedade, mas também tem necessidade de estar consigo mesmo, de viver uma solidão necessária.

Não me refiro aqui ao isolamento patológico, aquele que surge mais como sintoma de uma enfermidade e que não pode ser definida apenas como um sentimento, como é o caso da depressão, por exemplo, visto que esta deve ter o acompanhamento profissional e tratamento médico.

Muitas pessoas evitam uma solidão que lhes permite estar consigo mesmas, fogem então da possibilidade do encontro, da cura, do autoconhecimento. Geralmente fugimos de algo que nos assusta, daquilo que não queremos enfrentar e que nos causa dor e tristeza.Muitas pessoas evitam uma solidão que lhes permite estar consigo mesmas, fogem então da possibilidade do encontro, da cura, do autoconhecimento. Geralmente fugimos de algo que nos assusta, daquilo que não queremos enfrentar e que nos causa dor e tristeza.

O homem moderno continua temendo o desconhecido, no entanto, este não está nem tanto no exterior ou nas fantasias criadas pelos outros; o homem, ainda que inconscientemente, tem medo do seu “desconhecido” interior, de mergulhar nas profundezas do seu ser, e como a solidão é a porta para adentrar no desconhecido do seu “eu”, o homem cria mecanismos de defesa, entra no “agito”, no trabalho frenético, nas “baladas” sem fim, na busca desenfreada por dinheiro, sexo, diversão, tudo isso como medo de si mesmo.

Existe uma solidão necessária para o homem como alternativa da busca de si mesmo, mas não para se encerrar em si, mas para transcender, pois o ser humano, por si só, também é um poço de limites, entregue a si mesmo ele também não se satisfaz, mas sua finitude o impulsiona para o infinito. E aqui entra a maravilhosa descoberta filosófica – e por que não teológica - de Santo Agostinho: Noli foras ire, in teipsum redi: in interiore homine habitat veritas. Em português: “Não vá fora, entra em ti mesmo: no homem interior habita a verdade”.

No seu pensamento, Santo Agotinho, doutor da Igreja, percebe que quanto mais o homem fica no exterior, tanto mais esvazia-se de si mesmo; ao contrário, quando este entra em si mesmo, recolhendo-se em sua intimidade, é justamente aí que encontra Deus. Então, constatamos que o segredo para o ser humano é a intimidade consigo e com o seu ser espiritual.

No entanto, muitos de nós hoje não compreendemos isso, a nossa ideia de Deus lá nos céus, incapaz de ser alcançado, muitas vezes, é objeto do temor de entrarmos em nós mesmos e de nos conhecermos. Por isso, muita gente, quando foge da solidão, foge de si mesma e, por consequência, foge do encontro com o Todo-poderoso.

Existe em nós uma abençoada solidão, aquele “vazio” interior que não é algo ruim, mas sim, o convite do próprio Deus para O encontrarmos num lugar em nosso interior, no qual somente Ele habita. E ali é só Ele e você, nada e ninguém mais, silêncio e diálogo (oração). Todo homem recebe este convite, mas poucos respondem a ele.

Portanto, nem toda solidão deve ser curada e reprimida, há a solidão como condição necessária para o encontro; esta deve ser vivida.



Daniel Machado
Comunidade Canção Nova

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Como cativar alguém?

Para cativar, precisamos mais do que palavras ou atitudes. Cativamos alguém dando-nos sem reservas a ele. Oferecendo-nos a quem queremos cativar, de maneira que seja explícito nosso sincero desejo de nos dar, de repartir a pessoa que somos, como se disséssemos: 'tome-me pra você!'
Cativar também é próprio de quem ama!
Se Deus me cativou é sinal de que compreendi que Ele se deu a mim!


Ricardo Sá

quinta-feira, 1 de abril de 2010

1º de abril, um dia para se falar a verdade
O folclórico dia da mentira tem sua origem na confusão de um calendário. O fato ocorreu por volta do século XV, quando o então rei da França Carlos IX decretou o início do ano corrente como o 1º de Janeiro, seguindo o calendário gregoriano.

Alguns camponeses e povoados mais distantes do rei não acreditaram no decreto e continuaram a celebrar o início do ano em 1º de Abril, isso fez com que passassem a ser ridicularizados pelo restante da população com brincadeiras de notícias mentirosas. Estas “peças” passaram a fazer parte da celebração do 1º de Abril que, ao longo do tempo, tomou conta de toda a França e do mundo, ora com o nome de “dia da mentira”, ora como o “dia dos tolos”.

Hoje, o dia da mentira é tido como uma brincadeira. Com a globalização, a data ganhou destaque em importantes meios de comunicação e, com o advento da internet, agências de notícias famosas fizeram circular notícias bizarras como forma de celebração desse dia.
Brincadeiras e folclore à parte, a verdade é que mentira pode provocar consequências desastrosas para um País, para uma família, uma empresa, uma pessoa. Como dizia Gandhi: “assim como uma gota de veneno compromete um balde inteiro, também a mentira, por menor que seja, estraga toda a nossa vida.”

Mesmo que no dia 1º de Abril contemos alguma mentiras para não deixar passar em branco esta “brincadeira”, a verdade é que temos sede de sinceridade, queremos a confiança, queremos reciprocidade, queremos nos manifestar tal como somos, pois não aguentamos por muito tempo a dissimulação, a falsidade e a corrupção. Algo dentro de nós grita pelo verdadeiro e autêntico. No fundo, todo homem anseia viver em comunidade para partilhar a verdade e a justiça.
Jesus disse: “E conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará (João 8, 32). Aprendamos que só a verdade nos torna pessoas livres, o bem mais precioso para o homem. É na liberdade que começa e termina todos os nossos caminhos, ela é a pérola do nosso querer.
No dia da mentira precisamos redescobrir a nossa vocação de testemunhar e comunicar a verdade. Não suportamos mais o que o Papa Bento XVI classificou como a “ditadura do relativismo”, queremos mesmo é a liberdade que vem pela verdade. Vivemos tempos de desconfiança e opressão pela mentira, ora lá, ora cá, nos perguntamos se não estamos sendo enganados, pois quem sabe nos acostumamos com o falso...



Daniel Machado